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Como escolher o seu capacete integral de BTT?

Depois de lhe termos proposto um comparativo dos capacetes de BTT para conhecer os diferentes modelos de capacetes que existiam, propomos agora um pequeno guia para descobrir como escolher o seu capacete integral de BTT.

Porque optar por um capacete integral de BTT?

Em primeiro lugar, se o capacete é obrigatório apenas até aos 12 anos, só lhe podemos aconselhar vivamente a usá-lo assim que sobe para a bicicleta. E o uso do capacete é ainda mais recomendado se pratica BTT, porque, recorde-se, as lesões na cabeça representam a primeira causa de mortalidade entre os ciclistas.

No âmbito da prática de enduro ou DH, onde por vezes pedalará depressa em descidas sinuosas e muitas vezes traiçoeiras, compostas por raízes, pedras e rochas, só lhe podemos recomendar o uso de um capacete integral para estar protegido a 100%. De facto, ao contrário do uso de um capacete clássico, o capacete integral protege, além da caixa craniana, também a nuca (como os capacetes all mountain) mas também e sobretudo o rosto. Isto ser-lhe-á útil não só para se proteger dos ramos mas também e sobretudo em caso de queda de cara.

Como escolher o seu capacete integral de BTT?

Na escolha do seu capacete, a disciplina de BTT que vai praticar será determinante. Embora a oferta de capacetes integrais destinados ao BTT no mercado seja vasta, isso permitirá já fazer uma pré-seleção que depois será afinada em função do seu orçamento. Para um capacete integral, os primeiros preços situam-se à volta de 100€ enquanto os modelos mais topo de gama podem ultrapassar os 500€. Quanto mais subir de gama, mais terá capacetes leves, ventilados e confortáveis.

E não se esqueça de que, para que um capacete o proteja eficazmente, ele tem de estar perfeitamente ajustado ao seu tamanho. Isto é ainda mais verdade para os capacetes integrais: é por isso que é vivamente aconselhado experimentá-los antes da compra, porque nem todos os capacetes serão necessariamente adaptados à sua morfologia.

Entre os capacetes integrais, distinguem-se dois modelos: o capacete integral clássico e o capacete integral híbrido, ou seja, com queixeira amovível. Vamos agora descobrir como escolher o seu capacete integral e quais são as vantagens e desvantagens entre os dois modelos.

O capacete integral de BTT “clássico”

Se pratica DH, não terá escolha: terá de se equipar obrigatoriamente com um capacete integral para proteger a cabeça. Se esta é a única disciplina que pratica em BTT, e se se lança a grande velocidade nas descidas, não negligencie a escolha dos seus equipamentos de proteção e muito menos a do capacete. Opte, portanto, por um capacete dedicado à DH, mais pesado e menos ventilado, mas com uma proteção reforçada tanto contra impactos diretos como contra concussões graças à tecnologia MIPS presente em alguns modelos.

Se pratica enduro, terá a escolha entre um capacete integral clássico ou um capacete integral modular. Num primeiro momento, detenhamo-nos no capacete integral de BTT clássico com a queixeira fixa. Antigamente reservados aos descensores, com o crescimento do enduro, estes capacetes tornaram-se mais leves e mais ventilados para responder à procura dos praticantes de BTT que queriam estar eficazmente protegidos nas descidas mas que sofriam com o calor nas subidas por causa dos seus capacetes.

O capacete integral modular de BTT

Para responder à procura dos praticantes de enduro, algumas marcas também desenvolveram modelos de capacete integral de BTT dito híbrido ou modular com queixeira destacável. De facto, alguns praticantes deslocavam-se por vezes com dois capacetes: um capacete integral para a descida e um capacete clássico para a subida que prendiam à mochila.

A principal vantagem do modelo consiste em ter um capacete 2 em 1 e, portanto, não ser obrigado a ter dois capacetes consigo. Graças à queixeira destacável, o capacete integral modular transforma-se assim em capacete all mountain para as subidas, evitando que os praticantes de BTT fiquem em sobreaquecimento debaixo do capacete.

No entanto, isso obriga a parar no topo de cada subida para prender a queixeira e no fundo de cada descida para a retirar. O problema é que isso é incómodo a longo prazo e pode levar alguns praticantes de BTT a não voltar a colocar a queixeira antes de iniciar uma descida, causando assim lesões mais ou menos graves em caso de queda. Este capacete é, portanto, mais indicado para quem pratica enduro na montanha, ou seja, que fará uma única descida no final de uma subida e não para quem faz uma multiplicidade de pequenas subidas e descidas. Caso contrário, cuidado com o acidente!

Agora que sabe como escolher o seu capacete integral de BTT, que tal conhecer os melhores capacetes de BTT enduro ou aprender a escolher um capacete de BTT para criança ?

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