Se o seu grupo de transmissão já tem alguns anos ou se a sua prática de ciclismo evolui, talvez lhe apeteça mudar a transmissão da sua bicicleta. Aqui fica um pequeno guia para não se enganar… e não se esquecer de nada.
Porque mudar a transmissão da bicicleta?
Pode querer escolher uma nova transmissão para a sua bicicleta de estrada por várias razões:
- Porque alguns componentes estão gastos após muitos quilómetros;
- Para melhorar o seu desempenho.
A corrente é geralmente o elemento que se desgasta mais depressa. Recomenda-se trocá-la ao fim de 4000 quilómetros. Quanto à cassete, recomenda-se trocá-la aproximadamente a cada 8000 quilómetros, ou seja, a cada duas correntes. E os pratos deveriam ser trocados aproximadamente a cada duas cassetes. Estas indicações são dadas a título indicativo: podem depender nomeadamente da qualidade do material, da utilização que faz dele, do seu peso, etc.
Se continuar a usar uma corrente demasiado gasta, também irá danificar prematuramente os pratos e a cassete, sem falar no facto de as mudanças de velocidade se tornarem mais complicadas e a corrente poder partir-se a qualquer momento.
Outros elementos devem ser vigiados regularmente, como os cabos do desviador traseiro e dianteiro. Se vir que começam a desfazer-se, é altura de os trocar rapidamente. Caso contrário, é prudente trocá-los aproximadamente a cada 15 000 a 20 000 quilómetros.
A compatibilidade entre os componentes
Se optar por mudar o grupo completo de transmissão, a questão não se colocará realmente, uma vez que todos os elementos de um kit são compatíveis entre si.
Por outro lado, se mudar apenas algumas peças como a corrente, a cassete, os desviadores ou o pedaleiro, terá de se certificar de que o que pretende comprar para substituição é compatível com o que está instalado na sua bicicleta.
Para começar, deverá evitar misturar marcas (Shimano, Campagnolo, Sram), que raramente são compatíveis entre si à medida que os avanços tecnológicos surgem.
E, mesmo dentro da mesma marca, terá de garantir que os elementos são compatíveis entre si (compatibilidade do quadro com o movimento pedaleiro, número de velocidades, comprimento da caixa do desviador, etc.).
Fazer você mesmo ou mandar fazer?
Alguns elementos – como a corrente, por exemplo – são relativamente fáceis de trocar por si próprio se tiver as ferramentas adequadas, exceto se não tiver jeito para a bricolage.
Para outros elementos, será preferível levar a bicicleta a um mecânico de bicicletas para que o trabalho seja feito de forma correta e os ajustes sejam otimizados.
Agora tem todos os elementos em mãos para saber quando e como mudar a transmissão da sua bicicleta.